10 setembro, 2010

E o vento levou...o JB




31 de agosto de 2010: data do último suspiro da versão impressa do Jornal do Brasil que, ao longo das duas últimas décadas, acumulou uma dívida trabalhista de 800 milhões.

Em uma manifestação realizada na Cinelândia, intitulada o “Dia de Afeto ao JB”, cerca de 150 pessoas – entre jornalistas que trabalharam no veículo e leitores – não pouparam críticas à decisão do JB de limar a versão impressa e continuar tocando a online com uma estrutura capenga, haja vista que atualmente o veículo conta com menos de 40 profissionais.

Durante o evento, estiveram presentes alguns jornalistas que passaram pelo JB e hoje freqüentam outras redações, como Ancelmo Góis, colunista de O Globo. Na foto, ele aparece ao lado de José Silveira, secretário de Redação do JB nos anos 60 e 70, que, em homenagem ao jornal, escreveu um artigo - “O necrológio do Jornal do Brasil” - falando sobre as inovações do veículo que fizeram história.

 O Jornal do Brasil sempre foi conhecido por ser um jornal de opinião. Eu cresci lendo o JB e, sem dúvida nenhuma, ele foi fundamental na minha decisão em seguir a carreira jornalística (a revista Realidade, que infelizmente não existe mais, também teve uma grande influência nesta escolha).

Os colunistas do JB realmente faziam a diferença. Carlinhos de Oliveira, que escrevia crônicas maravilhosas sobre a cidade, eram um dos ícones do Caderno B, invenção jotabeniana mais tarde imitada por quase todos os jornais, que criaram, então, os chamados segundos cadernos para divulgar notícias culturais.

Para dar uma ideia de como o JB marcou a vida de várias gerações, basta ver o depoimento de Norma Hauer, de 85 anos, que esteve presente ao Dia do Afeto JB, e contou que o pai já assinava o JB e foi com ele folheando as páginas do jornal que ela aprendeu a ler. Para Norma, a versão online “não é a mesma coisa” e a perda para os jornalistas será menor, porque cada um dos ex-empregados pode ir trabalhar em outros veículos no Rio de Janeiro, como O Dia e o Extra. “Mas nós leitores não temos como ir para outro jornal. Eu nunca poderia imaginar que o Jornal do Brasil fosse acabar um dia. Isso dói, é muito triste.”

Mas será que a versão atual do JB está longe de ser uma voz forte e independente que o jornal sempre teve? Este o questionamento que faz ao público o Marcelo Migliaccio, colunista que escreve no Rio Acima, um dos blogs do Jornal do Brasil. É interessante ler seu ponto de vista.

Com o fim da versão impressa do JB, também levantam-se duas outras questões: se os jornais, com o tempo, passarão ter apenas uma versão online e de que forma este conteúdo será cobrado. Segundo a atual diretoria do JB, com a expansão dos tablets (computador pessoal em formato de prancheta), haverá possibilidade de o jornal contratar mais profissionais para a sua redação. Será? Só pagando pra ver. Literalmente. A partir de 16 de setembro – quando expira o prazo da gratuidade de leitura - o valor da assinatura mensal do JB digital passa a ser de R$ 9,90.




PASSEIO À SANTA TERESA / MUSEU BENJAMIN CONSTANT

Dia:
19 DE SETEMBRO

Pessoal, abaixo a sugestão de roteiro a ser feita no Passeio à Santa Teresa. Como este é um blog interativo, podem enviar outras sugestões se quiserem, viu? ;o))

Sugestão de roteiro:

- Encontro: 13h

Parque das Ruínas – 13h30

Museu Benjamin Constant / Visita teatralizadaNo Tempo de Benjamin”  – 14h30 / 15h (até 16h / 16h30)

- Parar em algum lugar para um lanche – 17h




2 comentários:

  1. Legal o questionamento sobre a forma futura de os jornais se adaptarem a novos tempos. Aí, com o tempo, poderemos ver se o JB terr fechado suas partas na versão impressa foi um retrato de decadência ou se foi a visionário ao vislumbrar um mundo (hoje nicho) de informações EXCLUSIVAMENTE on line que os jornais tradicionais se adaptaram. Difícil imaginar, não é?

    Quanto ao encontro, infelizmente não poderei ir por já ter compromisso.
    Grande beijo!

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  2. Oi Vilma,
    Vi no Bom Dia Brasil o depoimento emocionado da Miriam Leitão sobre a última edição impressa do JB no dia 31/08. Sem dúvida o Jornal JB (impresso) foi um marco na carreira e na vida de muitos.
    Ah! Vou viajar a trabalho justamente no 3º fim de semana de setembro!
    Bom fim de semana!
    Beijos,
    Helenita

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